O Autor

Otaniel Pereira Silva, 53 anos, acreano (nascido em um seringal boliviano),  bancário, advogado sem exercer a profissão.

5  filhos.

Objetivo: Ajudar os “geraldinos”. Tudo girou em torno disso.

Interesse: Tentar corrigir falha de  2003, que pode ser vista no texto “Missão Nossa”.

Reconhecer minha incapacidade, mas sem esquecer da fidelidade de Deus.

Pequeno diário de um retratamento.

17/04/2012 –  Hoje começarei novo tratamento com interferon e ribavirina. Cedo fiz um exame de carga viral. O ultimo estava acima de 2 milhoes, depois  de baixar de 14.000.000 somente com o uso do remédio annita. Nao tenho saída, mesmo um dos médicos com quem tenho me consultado insistir que o vírus esta resistente e não vai tornar-se “indetectável”. Quero encarar mais confiante. Estou com 67 kg, ainda magro, melhor de que quando terminei o primeiros 6 meses. As plaquetas estão em 120.000. O medico de SP (sao paulo) nao acreditou que tivessem subido (era em media 60.000), atribuindo a um erro. Esqueci de dizer que a cirrose instalou-se. Com veias (varizes) acentuadas em varias partes do corpo, notadamente nas coxas e pernas. Os últimos dias tenho corrido cerca de 15 minutos e levantado peso de 10 KG, contrariando qualquer recomendação dos médicos. Vai ser agora a tarde a injeção.   Uma das jovens que me atendeu hoje na se cansava de dizer:  Esse meu Deus eh perfeito, Ah! Deus maravilhoso e sera nessa fe  que eu vou.

Tomei o interferon. Somente hoje (19/04/12) tenho ânimo. Foi febre, muita febre a noite toda e muita tremedeira, calafrios. O corpo se tremeu varias vezes e febre persiste ate hoje. Mas não potencializo isso. Estou firme. A febre lembou-me um texot “Tresvariando” que anexarei agora. Vou continuar tomando a medicação! Dia 20/04/12 – O processo ainda de febre e dores no corpo ainda continua intenso; acentuado que não foi possível ir ao sitio.  Somente consegui ir sábado (21). A noite voltam os sintomas. Domingo (22) estou fisicamente acabado porque se dorme pouco. Ainda assim inventei de levar pessoas para fora do ramal. Fui mal interpretado, meu filho mais velho, se irritou e foi embora. Ainda cruzei com o carro dele no ramal e paramos para conversar. _ Pai,… eu não concordo com esse esforço… Achei que era brincadeira, exagero. Em casa confirmaram que saíra muito chateado. A noite, em Manaus, olho-me no espelho e vejo os efeitos devastadores das drogas. Estou fisicamente magro e feio. Mas, alegre e acho  graça de tudo isso. Seria como se o Senhor meu Deus me dissesse: Você esta muito bem na foto. Ha uma paz, uma confiança, uma alegria mesmo que não ha como explicar.   Domingo passado trouxemos para Rio Preto uma Jovem de 20 anos, que estava com 8 meses de gravidez e sangrava ha alguns dias. Teve o bebe, o quinto filho. Esta na incubadora. Nao tinha nada para recebe-lo. Mas estão vivos gracas a Deus! A vontade de louvar a Deus nao passa enquanto o sono não vem. Louvado seja o nome do Senhor!!!01/05. – Dei uma pausa nas informacoes. Hoje estou bem melhor a 2a. “dose” foi bem melhor digerida. Pouca consequência. Nesse meio tempo recebi um exame de “carga viral e subiu para 4.800 (vamos falar assim). amanha vou tomas a 3a. dose. Mas o luar no sitio e a água gelada deste fim-de-semana  prolongado não tem preço. De qualquer forma, a trilogia interferon x ribavirina x annita fizeram-me perder 2 kg em menos de 15 dias!. Estou muito bem, gracas a Deus. Querem emagrecer?… – 02/05/12 – Tomei a 3a. injeção. Novamente nao sinto quase efeito. Tomei um comprimido de paracetamol. Senti, pela manha uma alegria imensa e uma vontade de agradecer a Deus e o fiz. Muito bom. Quando lembro que tenho consultado 3 médicos e não ha unanimidade. Pelo contrario, eu tenho catado um pouco de cada um. 15/05 – Fiz-me silenciar alguns dias. O tratamento começa a ficar difícil. Pele seca, boca seca, tonturas, febre diariamente, canseira muscular. Não quero murmurar. Procuro me alimentar bem. continuo a tomar suplementos. Peco desculpas pelos erros ortográficos. Estou escrevendo “ao vivo” e meu teclado não esta configuradao. Nao ha  acentuação automática. Eu sou burro nessas coisa simples de computação. Espero dias melhores, pois não abandono nem os pequenos exercícios físicos. Amanha farei nova aplicação de interferon e antes farei um exame de carga viral pra ver se continuo o tratamento. O resultado aqui em Manaus recebe-se com 15 dias. Dia 30/05 tenho consulta marcada em São Paulo.  Pois foi. levei os exames para o medico em São Paulo. Eu mesmo desconfiei que, alem da baixa insignificante da  carga viral, instalara-se uma anemia profunda (1,66 qualquer coisa de leococitos) e plaquetas baixas. O medico mandou parar. Perdi muito rápido 3,5 kg.

Desconfiei recentemente quando passei (no sitio) e vi umas rãs com ironia – Qual de nos emprestou essa bunda pra ele… Ta feio… Sobre isso, outro dia vi muito de perto uma Irara. Eu plantei mamão e dificultei elas comerem minhas galinhas. Irara eh um bicho muito feio, ou pelo menos esquisito, parei a menos de uns 5  metros do animal, enquanto ele descia do mamoeiro, eu não tive duvidas: – Que bicho feio!… Ela realmente encarou, resmungou e disse: – olha só quem fala…

Não escreverei mais nada sobre saúde. Resignado vou-me mandar  para o meio do mato, buscar tratamento alternativo que nem sei se existe. Diz-se que quem promessas não pode morrer e alem disso tenho sonhos. Pretendo comprar uma máquina fotográfica e fotografar a irara para vocês.

Abaixo, o que escrevi sobre o primeiro tratamento e uma certa apresentação. Obrigaram-me a tirar “do ar”  porque alguns leram e ligaram chorando. Agora, se não quiserem rir podem chorar. Não se trata de autocomiseração de que fui acusado. Trata-se de um enredo em que tenho certeza que sairei vitorioso.

 

Quem diria que das barrancas do rio Acre nasceria uma lenda…

Depois explico… Não há tempo a perder com apresentação. Ao passar a mão embaixo da costela, 23:40 h (Manaus) deste dia 28/02/2012, apareceu-me uma glândula em baixo da última costela do lado direito, como a indicar, segundo tenho lido, doença muito grave no fígado. Mas, vamos rápido:  Otaniel Pereira Silva, acreano (nasci na colocação 3 corações, em território boliviano, em tríplice fronteira juntamente com Brasil e Peru.  53 anos, 5 filhos, advogado, bancário, ilustre peladeiro,  e não vou me alongar. Vou escrever ao vivo. Calma… Achei uma glândula menor também do outro lado. Que pode ser outro tumor…

Simplório, pouco “qi”;  nos dois sentidos.

Eu escrevi alguns textos que os amigos bondosamente chamavam de crônicas – e ate queriam que eu as publicasse – Mas perdi todas, dado que estou há nove meses afastado do trabalho com  aval do INSS e sinto-me completamente esquecido por esse publico de emprego.  Tenho feito saques fracionados para receber pelo menos as mensagens do Banco. Mas acho que mereço, sempre fui muito esquisito, mas não era pra tanto.

Mas não posso desapontar o jovem Thiago, que ouviu falar de tais crônicas e me presenteou com esse formato na rede mundial que eu nem saberei usar. Mas o tempo urge. Vou combinar  de pedir aos amigos alguns textos e vou informar pontualmente os meus últimos dias. Espero que sejam mais que 3.650 x 3. Que Deus me abençoe.

Acredito que serão poucos acessos. Convido mesmo os ateus que se interessem.

Hoje alguém com muita raiva deixou escapar:  – Pra quem tá  com o pé na cova… Eu perco o amigo, mas não perco a piada.  Também nesta data (29/02/12) conversando com um amigo que me indagou sobre meu estado, contei-lhe: Há um médico que me garante até  metade deste 2012, outro 2013, e um generoso que vai me deixar assistir a copa de 2014.

Estive em São Paulo, no período 12 a  17/02, com medico especialista no meu caso.  Levei resultados de exames recentes, das consequências da Cirrose que se instalou e não pude fugir de fazer a biopsia sem corte, com o Fribroscan. Tecnologia recente.  Esperava que  esse médico me garantisse as Olimpíadas do Brasil,  em 2016. Mas o resultado foi desastroso. Não há os tornados f1, f2… O meu tornado chegou a f4, limite mais alto da escala dessa revolução  tecnológica.  Quanto? R$ 2.500,00. Para saber que a coisa, humanamente falando, trás preocupações, fora as varizes de esôfago incipientes que apresentavam os exames. Para a minha fé isso não assusta. Além de que estou com bom medico aqui no Amazonas.

Esqueçam apresentação melhor elaborada, convencional, entendam como confusão mental instalada pela Hepatite C. Reafirmo que acredito em milagres e também na Medicina.

Neste momento estarei escrevendo ao vivo, pois ha pressa também porque estou ficando muito esquecido…

Fiz tratamento muito sofrido com ribavirina e interferon por seis meses programados inicialmente, mas sem resultados.

Semana passado uma irmã chamou-me a um culto – Eu acredito em Deus – e disse-me que  iniciariam uma campanha de oração  por sete dias, todas as sextas-feiras.  Tenho pedido a todos que o façam. A igreja é  no ramal onde tenho um sítio, no município Rio Preto da Eva-AM. Vamos falar muito sobre essa forma de viver.

Ah, sobre a “lenda” do início da apresentação:

Desabei em longo choro, quando alguém leu aquela mensagem.  A bem articulada cartinha de Aline,  lida publicamente na homenagem pelo dia dos pais, surpresa que as colegas de Superintendência da Caixa Econômica Federal prepararam com muito carinho.

Eu realmente não me “conti”. Chorei como criança. Não que chorar fosse-me fenômeno raro. Ao contrário, experimentava incontidamente ao assistir a filmes, telejornais e ao ver qualquer pessoa chorando. Mas naquele dia deu-me a sensação do dever cumprido, de que a vida teria me recompensado. Seria o melhor presente que eu poderia receber em vida.

Não sei se entenderiam, mas esse reconhecimento, vindo de um filho, com 26 anos, parece definitivo e será  tudo o que realmente contará. Mas não foi só isso… Ainda me reservo no direito de guardar no coração porque falava de humildade, amor, paciência, generosidade e tanta coisa difícil de ser percebida e reconhecida. Sinceramente, para quem bebeu e jogou futebol  – não necessariamente nessa ordem – inevitavelmente faltará um pouco de presença física. Não tenho certeza se merecia tanto. É claro que os filhos me seguiam nos fins de semana aos clubes em que jogava bola. Acho que ainda se lembram das batatas fritas com refrigerantes…

Mas que será uma lenda? Pensando em algo positivo não me apresentaria com esse status. Eu não sou ninguém, como dizemos. E será difícil saber quem somos realmente. Ontem a noite comecei a pensar nas pessoas que eu deveria pedir perdão, e espero , fazê-lo, pessoalmente, se houver tempo… Não direi quantas foram, mas garanto que foram mais de uma dezena.   No fundo sou um ridiculamente anônimo, com história comum. Não leiam Isso!

Certo é que os sintomas do choro vinham-me por alguma doença que não havia quem diagnosticasse. Como exemplo, nesse mesmo ano (2008) fiz um “check-up” em uma clínica em que eu já cheguei chorando: – Pelo amor de Deus, Doutor,  eu estou me acabando… Descubra o que tenho… Depois de vários exames, o máximo que se diagnosticou foi uma “gordurinha no fígado”… – Não costumo passar remédios… Tome  laranja com berinjelas durante seis meses…  Recentemente  vendo um hemograma de 2007, apresentava plaquetas de 117 qualquer coisa , quando o mínimo seria 150. O médico não pediu nenhuma providência ou procedimento.

Para os amigos sobrava a sinceridade: – Bicho, tu tá acabado… O que é que tens? Tá com AIDS? Fiz exame e resultou negativo.

Acho que demorei demais em insistir em algum diagnostico, talvez porque privilegiado, pelo fato de que parte do trabalho seria viajar pela imensa Amazônia. Orgulho-me de conhecer quase todos os municípios do Amazonas

Sei que merecia – foram tantas peripécias, estrepolias  que será necessário usar etc.. – Tal convicção não me impediu de chorar ao ingerir aqueles dois primeiros comprimidos, especialmente porque os arrancara segundos antes dentre outras 120 unidades iniciais, de 720 capsulas do tratamento que iniciara.

Minutos antes de receber tal medicação, naquele dia 21/06/2011, talvez como certa coincidência, almocei com os amigos Alaesse e Rafael na  Churrascaria (.. ), agendada porque de certa forma eles estivessem preocupados comigo. Foi-nos, pelos menos de minha parte, duas horas muito prazerosas, em que decidimos por longas risadas pelas lembranças do emprego e trabalho que nos uniu. Trabalhamos na CAIXA  – É um banco Federal. Eu estaria afastado por seis meses.

No dia anterior recebi uma ligação informando que os remédios estavam à disposição na CEMA (Central de medicamento do Amazonas), e conciliei esse almoço para na seqüência receber o medicamento.

– Traga um isopor com gelo… Levei. Como imaginei 720 comprimidos e 24 injeções, portava uma caixa avantajada que me deixou desajeitado em meio a pessoas com caixinhas bem mais comportadas. Acho que ouvi alguém ironicamente sussurrar: – Será que ele pensa que veio pegar um tambaqui…? É um peixe grande daqui da região.

Compensou ao final, no momento da entrega do remédio e em meio a orientações para pegar as outras cinco parcelas.

- Primeira vez que vai tomar a medicação? Acho que uma moça de nome Cris, na Central de Medicamentos.

Sim?

Sabe dos efeitos?

- Ouvi falar…

- Seja como for não desista. Olhou-me fortemente passando-me mensagem de incentivo com todo o corpo. Falou que seu pai descobriu meio tarde essa mesma doença e,  para resumir, acabou falecendo.

– Ele disse que se soubesse dos efeitos não teria feito o tratamento… Mas seja forte… Deu-me outras dicas sobre o assunto.

Agradeci meio surpreso aquele atendimento mais humano, diferenciado mesmo. Ao final pedi para torcer pela minha recuperação.

- Não precisar pedir já estou com esse propósito. Esse carinho me faria resistir em momentos difíceis. Mesmo bom tratamento que tenho recebido no Hospital Tropical Manaus, mesmo no momento das injeções na barriga. ..

O que tenho? Hepatite C. Depois de tanto que li e até a TV Globo trouxe interessante matéria sobre as Hepatites, no Programa “Fantástico” do dia 24/07/11 e mais outras quatro semanas, vi que o negocio é  brabo..  Como contraí? Devem ser os etc da vida… O Dr. Flamir, para quem fui direcionado, olhou com muita desconfiança os meus exames iniciais. Hoje tenho pastas e mais pastas. Disse-me que, comparativamente, eu seria um carro velho sem as revisões mínimas. Mais ou menos isso. Hoje imagino que contraí há pelo menos 30 anos…

As tais plaquetas baixas impediam-me de fazer uma biópsia do fígado para um diagnóstico, provavelmente de cirrose… Ou até “canço” ave-maria, ave-maria… A primeira dose de injeção de interferon, dia 22/06/11, trouxe-me efeitos inesquecíveis de muito sofrimento.

Fui parar ali graças a uma tentativa de fazer uma cirurgia do joelho com que sonhava voltar a jogar futebol em nível mais competitivo, algo que o fiz a vida toda enquanto peladeiro, com bastante noção sobre o assunto, o que me rendeu um apelido de um grande jogador – menos pela cabeçada desferida em um adversário ao final da copa do mundo…

Ah, o futebol… há muita relação com os etc, especialmente o álcool ao final dos encontros.

Como recompensa emocionante, talvez como última homenagem em vida, dia 02/07/11 – acho que as pessoas têm informações privilegiadas nesses casos de saúde – fui convidado a dar o pontapé inicial para inauguração do novo campo, especialmente as melhorias no gramado. Fiz um texto de agradecimento que foi lido na cerimônia, com título sugestivo: Nem Pato nem Ganso…

Lembro um dos abraços que me gratificaram. Do Joaquim, amigo de 25 anos de bola: – Otaniel, nosso Deus é maior, vou resumir se não choro. Isso falado com um jeito peculiar. Abraçando-me com a cabeça encostada; coisas de atletas… Não posso esquecer isso. Fora o Rafael e Alaesse que estariam ali talvez só por essa homenagem.

O futebol como esporte deixaram-me boas recordações, mas lembro-me do dia em que caí rolando de dor  (em 2007), não diria no gramado posto que o campo seria muito precário. Não houve sequer paralisação da partida (era uma pelada), saí por ali me arrastando que nem cachorro, embora nesse momento eu realmente me comparasse a craques como Ronaldo e tantos outros passageiros da mesma aflição (dor).

O Doutor voltou a lembrar dos riscos do câncer. Fez um gesto com a mão para dizer que precisamos interromper essa trajetória. – Os seus exames, com metaplasia intestinal incompleta (tipo II), histórico familiar… Passou antibióticos fortíssimos (pelo menos achei) e eu os tomei. Também solicitou os primeiros exames de carga viral.

Volto a pensar em Deus. Em tantas vezes que me desviei de Sua sombra. Ainda pequeno freqüentei a igreja Batista Regular (Emanuel), em Rio Branco, acho que fiquei ali até os 17 anos. Lembro da última vez em que suportei uma “pregação”.  Pastor Esmeraldino Santos: – Dura coisa é cair nas mãos de um Deus vivo… Triste aquele de quem o SENHOR retira o Seu espírito… Deixei o cabelo crescer e não voltei mais por lá…

Com os amigos da igreja, acho que com idade de uns 14 anos, vou citar alguns: Reis, Ernane, Edir… Arrumamos umas camisas brancas, pintamos um “G”, de Guarany, com tinta “guache”. Campo do Vasco da Gama (em Rio Branco), último minuto de jogo, uma divida normal que ganhei, um tal Washington caiu e quando levantou-se pulou com os dois pés à altura do meu estômago. Desmaiei na hora e só lembro os amigos me massageando quando retornava. É ou não é pra chorar toda vez que lembrar?

Otan

 

 

 

 

 

  1. Aline M. Silva says:

    Pai, eu tenho muito orgulho da sua história !!!!!!!! Acho que ninguém saberia melhor contá-la….Vai dar tudo certo, no final, no final !!!!!!!!

  2. jefferson says:

    olá vizinho,excelente narrativa a sua.Eu gostaria de dizer que você sempre será aquele meu único padrinho que sempre aparecia em casa nos fins de semana para tomar aquelas geladas com meu pai e quando vinha como convidado nas típicas festinhas de aniversário de criança que meu pai todo ano fazia questão de arrumar para mim quando criança,apesar de o tempo seguir o seu curso e a própria rotina impedir de estarmos nos reunindo como antigamente.Hoje vejo os meus albuns de aniversário onde vejo você sempre presente nos momentos especiais da minha infância.Tempos onde parecia que todos viviam mais e sobreviviam menos.Que Deus continue lhe dando forças e esperanças e desejo muito que você VIVA INTENSAMENTE a sua vida em fé e esperança estando junto dos que lhe prezam,pois onde há vida há esperança e talvez muitas pessoas como eu mesmo caem na tal da rotina dos dias atuais que nos força a sobreviver aos problemas que fazem esquecer de viver com aqueles que nos amam.

  3. Jorge Martins says:

    E aí amigão, revirando o baú encontrei a pérola abaixo, a filmagem eu ainda tenho, embora a fita de vídeo com mofo tenha prejudicado a qualidade da imagem. Melhoras e que você se recupere o mais rápido possível com a graça de Deus.

    Nossas estreias e o gol do Jorge

    Estreia sempre foi algo muito complicado para qualquer pessoa. Aquele minuto inicial já determinou o sucesso ou fracasso de muita gente em qualquer área da atividade humana. Quem não se lembra de alguma? Quer pessoal ou até de alguém famoso. Aquele seu jogador preferido na seleção… Como dizem que a primeira impressão é a que fica….
    Também fui vítima de uma dessas estreias. O Paulinho convidou-me para fazer parte de um time (Panela cheia?), que disputava campeonato lá no CSU do Japiim. Eu estava em plena forma física e isso faz muita diferença, talvez por isso fui chamado. O time deles era muito bom, aliás, o campeonato era de bom nível técnico. Antes do jogo deu para ouvir alguns sussurros: “É esse aí o cara”??? a primeira bola que recebi enchi-me literalmente de pernas; horroroso mesmo. Uma das estrelas do time, um tal Zequinha, já foi logo dizendo: Essa p-.- .. tá dando choque!!! O pior foi agüentar aquele jogador, ídolo do Paulinho, dizendo a todo instante: É assim pai. Vai pai…. Foi desconcertante. Queriam processar o Paulinho por propaganda enganosa. Águas passadas.
    E o gol do Jorge? Para começar eu só conheço um Jorge.
    Depois de tal atuação sentei-me discretamente na lateral do campo, esperando todo mundo ir embora. O Jorge é meu amigão e jogava em outro time, daí porque não olhar um pouco? Dizia-se que depois dos jogos do time do Jorge “corria” um carneiro regado com muita cerveja. Era só para o time dele.
    Vou tentar resumir, até porque é algo indescritível, do tipo que alguns comentaristas diriam: antológico. O Jorge recebe a bola na lateral direita, não lembro se do goleiro, mas já o vejo com a bola dominada e indo para cima do 1º adversário, e passando por esse e mais outro, leva um pouco para a esquerda e vai avançando, outros vão ficando ante a condução segura, agora vai mais para o meio, os adversários se definem uns para atacá-lo e são driblados, outros ficam indecisos entre a marcação e o ataque e são igualmente batidos. Agora o gol – e tinha que sair – simplesmente um chute alto no canto. U m a o b r a p r i m a!!! Eu diria que mais bonito do que o do Maradona contra a Inglaterra. Para quem duvida, não sei se o Jorge ainda tem a fita. Eu não precisaria vê-la nesse sentido, talvez para admirar o feito. Naquele dia restou-me voltar e rever conceitos.
    A bem da verdade, sempre que posso escolho o Jorge para o meu time, não por aquele gol, mas porque toda que vez que ele é adversário ele me prova que pode fazer outros iguais àquele.

    Otaniel

Leave a Reply to jefferson